segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Subida à Serra da Estrela

As serras são um atractivo para todos os que praticam o ciclismo de uma forma profissional, sendo aí nesse terreno que se fazem os grandes campeões da especialidade. Quem não subir bem não pode nunca ambicionar a ser um corredor para ganhar as grandes provas. Terá também o seu papel, poderá ganhar uma prova ou outra, mas nunca aquelas.
O cicloturista ainda que não tenha esse tipo de ambições, talvez numa perspectiva de superação, tem também uma vontade de fazer algumas das subidas que os ciclistas profissionais fazem.
Também eu não fugi a esse desafio. Eu e o Caze, andámos algum tempo a falar que ainda havíamos de subir a Serra da Estrela. Se bem o pensámos melhor o fizemos. Talvez em meados de 1983 na primavera, programámos um fim de semana na serra com a família, levando as bicicletas para tentar vencer esse desafio que nos animava. Hotel marcado com antecipação em Seia não me recordo qual, pois a subida que pensámos fazer era precisamente de Seia até à Torre. Efectuados os preparativos eis que chegou o tal fim-de-semana. Para além da vertente ciclista, no domingo estava previsto irmos visitar um amigo do Cazé, almoçando com ele na serra.
Há que dizer que para nos abalançarmos a fazer aquela subida, estávamos bem treinados e com uns milhares de km nas pernas, como não podia deixar de ser.
Saímos cedo com as nossas mulheres, na carrinha Peugeot 407 do pai do Cazé, com as bicicletas no tejadilho. O dia de sábado parecia nunca mais passar, tal a era a nossa expectativa.
Domingo pequeno-almoço tomado ir buscar as bicicletas e fomos fazer cerca de 25 km para aquecimento antes de começarmos a subir. Subida que começa logo forte em Seia, eu no 42/23 pois não tinha mais. O Cazé nesse dia estava com um desarranjo intestinal, tendo ainda que parar o que nos tirou algum ritmo de subida. Eu estava numa forma formidável, subi com as dificuldades inerentes a uma subida daquelas, mas sempre bem, o mesmo não podia dizer o meu companheiro. Fomos até à Lagoa Comprida e, devido às dificuldades do Cazé voltámos para trás, o que me deixou alguma frustração pois ia a subir bem, faltaram cerca de 7 km que não eram os mais difíceis. Mas pronto foi mais um desafio parcialmente ganho, tendo no nosso currículo uma subida à Serra da Estrela. Bons tempos e com 31 anos sobe-se nem que seja uma parede, se não fosse aquilo a que chamam a gravidade!!!

Foto tirada daqui
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